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[High Mood] Symphony Metal - Longa Espera


Me lembro muito bem. Aos 17 anos já não estava mais satisfeita. Não soava o que eu esperava, era difícil encontrar uma banda que criasse o que eu queria ouvir. Basicamente ninguém chegava lá, era frustrante de verdade. Era impossível que não houvessem bandas assim.

Eu tinha ideia do que queria, busquei em galerias underground no Brasil, era mais obvio que este tipo de musica aparecesse no norte da europa. Se encontrava algo, chegava a 70% do que eu esperava. O heavy melódico ou progressivo não eram suficientes. O Gothic-Doom Metal europeu me trouxe alguma saciedade, mas não completava todos os requisitos. O gutural arrastado dual Beauty and the Beast não era suficiente. Precisava de mais energia, de mais poder, de mais ressonância, mais intensidade. Sobrevivi por muito tempo só com Angra - razão de orgulho nacional. O resto era resto. Me recusava a escutar bandas com menos de 7 timbres ou instrumentos.

Aqui aproveito pra abrir um parentese - não creio que os individuos escolhem seus gostos musicais. A música, a frequencia, a harmonia, a criação em si é que escolhe os seus ouvintes. Não creio que seja um processo racional, ou apenas de influência cultural, mas um encontro de frequencias emocionais e físicas páreas.

Neste sentido, somente hoje percebi que afortunadamente no mesmo periodo, alguns musicos compartilhavam da mesma inquietação e começaram a esboçar para por fim consolidar este branch dentro do heavy metal contemporâneo, aparecendo na escandinavia e paises baixos a partir de 95 - o hoje chamado Symphonic Metal. Para mim era inevitável que acontecesse - e acho que demorou até demais.


Me lembro da primeira vez que ouvi Draconian Times de Paradise Lost , um amigo tinha me emprestado. Foi imediato - foi uma sensação de esperança, de algo promissor. As melodias ficaram impregnadas, se repetiam sozinhas, vivendo autonomamente.

Lembro que estava na faculdade 2000/01 e o Ramon me emprestou 'Oceanborn'. Embora de sonoridade meio amadora, ainda cru, o Nightwish me chamou a atenção e pela primeira vez vi musicos jovens com a mesma direção, intenção que eu tinha. Não me impressionou o fato deles terem ganhado a notoriedade que tiveram nos anos seguintes, acho que principalmente com 'Once' - não foi algo inesperado, incluindo o fato de que o timbre feminino prevaleceria sobre o masculino.


Na epoca não havia nomenclatura , eu mesma não sabia como designar o tipo do som que eu queria ouvir. Depois de 15 anos hoje acabou pegando um nome que me parecia um pouco idiota, mas acaba diferenciando do resto dos estilos. Pelo menos agora tinha uma coisa mais decente pra se apreciar pra marcar a entrada de um novo milenio. Mais recentemente no entanto é que consegui ver o que queria de fato - concertos do Within Temptation, After Forever ou Epica com orquestras e coros renomados.



Hoje há muito mais bandas e talentos criando todos os anos - espero que realmente agreguem valor genuino, incomparado - como Angra , Shaman ou mesmo Andre Matos solo - que embora considerados melodico, pra mim sao precursores sim no cenario mundial do sinfonico, com agregado cultural folclórico e jazz brasileiro. São sim, orgulho da nação fora do país porque fazem história e são inconfundíveis.


Era tudo o que queria ouvir, desde 98.





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Presente, passado ou pure sheer nonsense egoista ..

Também destinado aos mais próximos, para que mesmo de longe consiga mantê-los assim.

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