High Mood Theories & Low Mood Insights
Arquivo Pessoal - Passado , Presente e Futuro

Identidade Cultural & Identidade Genética



É um sentimento interessante, ao mesmo tempo estranho. Muitas pessoas no mundo sentiram desde criança, desde o primeiro dia na escola. Acho que tive a confirmação quando mudei de país.

"Uma vez imigrante, sempre imigrante" -- é o que acredito e confirmo.

Sendo descendente de japoneses no Brasil, mesmo de 3 geração, a alteridade se apresentou rapido pra mim e pra meus irmãos. Obviamente que para a geração dos meus pais esta experiencia foi muito mais intensa.

O diferente, o que não é como os outros. A curiosidade ou apatia cruel nos primeiros circulos sociais se mostram rapido e somos obrigados a lidar com isso desde cedo. O fato de não ter traços ocidentais - mesmo no Brasil - significa ser de longe. Então assumimos nossas raizes, e somos ensinados a ter orgulho de nossa identidade cultural.

O processo de auto afirmação no entanto ao mesmo tempo reafirma a alteridade e influi no modo em que nos projetamos na sociedade. Sempre acabava respondendo -- "sou japonesa, ou de descendencia japonesa."

Quando mudei de pais, começou a ser mais dificil me explicar enquanto identidade cultural. "Sou brasileira" -- mas as pessoas estranham e tenho que explicar meu fenótipo.

Mudar de país não foi nada dificil. Me apresentar nunca foi dificil, por que sempre fui acostumada a anunciar minha identidade genética -- talvez seja melhor termo.


Estou muito curiosa para ver como vou reagir/sentir quando estiver no Japão ou agora em viagem `a China. Me pergunto se me vou sentir confortável, ou alguma identificação com o fato de olhar ao redor e ver a minha mesma raça ou fenotipo em todos os lugares. No entanto, no Japão nunca serei japonesa. Sou brasileira. Na China, serei descendente de japoneses, que nasci no Brasil, que vivo no México mas me comunico em Ingles. (!?)

Uma familia uma vez imigrante, pra sempre imigrante.

Não creio que haverá um país, em que vou sentir maior ou menor identificação -- isso significa talvez que sou cidadã do mundo e sou livre para ser no fim -- quem eu quiser ser..

Dezenas de culturas passaram por isso e novas geraçoes vao nascendo. Talvez este seja o maior fenomeno do que se chama Globalização - que não tem nada a ver com economia ou politica, mas com antropologia e processo de identificação.

O homem vai ser apenas um homem, sem genero, sem raça, sem sobrenome. Este fenomeno, me move a pensar em uma evolução que abre portas para mudanças positivas em termos humanos nos próximos séculos.

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Presente, passado ou pure sheer nonsense egoista ..

Também destinado aos mais próximos, para que mesmo de longe consiga mantê-los assim.

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