
Aqueles que se vão tão cedo pra bem longe
Enquanto o tempo avança a nos ver
Pelo reflexo inverso de uma colher
Recolha suspiros perdidos com as mãos
Guarde no bolso pra encher muitos balões depois
Que coisa mais estranha a vida é
Os que têm asas quererem ir a pé
IR: uma atração tamanha de achar pegadas, tanto faz
Que rumos tomam, que trilhas seguem, se caminham para trás
Tentar vencer o tempo, o medo, botar o espaço do avesso
E descobrir que o fim não passa de um eterno recomeço sem fim
Descoberto o véu, esse mistério sobre o mundo é...
Viver de olhos abertos em sono profundo
Com a vida sustentada por um fio
À base de remédio e desvario
IR: Essa atração tamanha de seguir pegadas tanto faz
De quem quer que sejam, que rumos tomam, que trilhas seguem, se caminham para trás (ou não caminham mais...)
Tentar vencer o tempo, o vento, botar o espaço do avesso
E descobrir enfim que o fim não passa de um recomeço sem fim
"Porto Seguro" - Dedicado à Memória de Ramon Porto Nieto
Autor: Livia Goldzwaig Bernardo
Set 2008
Set 2008

12 de dezembro de 2009 01:44
Não existe razão.. talvez os mais doces, os mais sensiveis vão primeiro.. não existe razão para a morte, ou para o assassinato.
29 de novembro de 2010 05:21
que bonito, Livia. Nunca tinha visto esse seu texto.
um beijo.
ANA (do Ramon)
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