Ser mulher no Brasil não é facil, principalmente quando se fala sobre satisfação erótica.
Se a mulher vai em busca de algum tipo de entretenimento visual dessa natureza o material disponível tanto nas bancas de revista, filmes, ou internet no Brasil não satisfaz, não adiciona nada ou dá ideias realmente eficazes - para as mulheres.
O fato óbvio é que a pornografia de fácil acesso no Brasil é quase que totalmente, exclusivamente produzida para o público masculino. As cenas, os close ups, os tipos de sexo, as diversas situações, o enfoque da câmera estimulam e realizam as fantasias dos homens por que são produzidos e comprado quase que 100% por eles - independente se hetero ou homossexual.
Esta pornografia, que movimenta uma indústria de R$800M por ano no Brasil, gerando emprego e movimentando a economia, na melhor das hipóteses deveria causar nada além de indiferença ou repulsa nas expectadoras. Nos piores casos distorcendo ou potencializando ainda mais os traumas sexuais já existentes na mente mal educada, bloqueada e recalcada da maioria feminina. Neste sentido pelo menos os homens sabem o que lhes agrada olhar, apesar da sôfrega, sexista e pobre educação sexual a qual foram ensinados a aceitar como natural.
Um mercado que necessariamente deve crescer (ou nascer, no Brasil) é o da indústria erótica ou pornográfica direcionada para as mulheres. Não é dificil se irritar mesmo com as grandes livrarias e revistarias, que possuem inúmeros contratos com editoras dos mais variados ramos , não serem capazes de disponibilizar um exemplar de revista eróticas direcionadas para mulheres, as quais no máximo se contentam com revistas de target homossexual masculino.
Para um país catolicamente medieval , machista, cínico e conservador como o Brasil, as mulheres são tão castradas nesta área que até a comunidade gay tem mais força. As que se acham mais modernas, provavelmente consomem revistas femininas (ou machistas?) lendo sobre como se tornarem mais atraentes ou como satisfazer melhor seus companheiros na cama.
Cultura tacanha, capaz de enaltecer o "amor" com Julietas Amélias, ou criar o cargo da Mulher de malandro que gosta de apanhar , infelizmente o crescente poder economico delas não está bem acompanhado ainda do poder social no mercado.
Para elas -


25 de agosto de 2009 08:03
Yep, em termos de coisas "visuais", o pasto tá fraco mesmo. Mas acho que isso é mais em função daquela conversa de que mulher não é tão "visual" e tal, o que até acho que na maioria dos casos é verdade. Mesmo na gringolândia "ninguém é de ninguém, uhu!" porn pra mulheres com imagens é minoria, o que tem muito é acessórios, coisas com cheiros etc. E literatura, pô! Julia e Sabrina sempre vendeu bem por aqui. Mas sejamos finas: em banquinhas de jornais vc encontra uns pocket books da Anais Nin -- é o máximo! ;-)
25 de agosto de 2009 10:39
Nunca comprei estes pockets, vou atras esta semana.. qual o melhor? Diarios Intimos ou Fome de Amor? Mesmo em Sex Shops não achei muita coisa.. Tem mais sugestões?
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