[Low Mood] Sócio ou Indivíduo
Quarta-feira, Outubro 26, 2011Ser um homem social - um sócio - ou um individuo? O homem teoricamente é um ser social, mas antes de poder assumir status de social necessita ser antes um individuo.
Ter um relacionamento ou aceitar e assumir um relacionamento com alguém significa abrir uma parte, um espaço ou doar parte de si pra ser moldado por alguém, e por vontade propria. Portanto aceitar ser um ser social provavelmente significa abrir mao da individualidade e perder parte de quem se é. Um relacionamento leva portanto a uma desconstrução de si mesmo - do individuo - para a construção de um novo ser - social.
Mas ate quando o ser social sobrevive se o individuo nao existe mais? Se foram as individualidades que fizeram com que ambos se sentissem atraídos a compartilhar o tempo, como ser um ser social sem auto aniquilação ?
A unica maneira que vejo pra sobreviver a uma vida social, seria exatamente negar ou não assumir o ser social - para assim resguardar enfim a entidade de casal. Provavelmente seja este o erro inicial básico dos que se vêem ou decidiram por um relacionamento e um dia caíram em duvida se fizeram a escolha certa, pois já não se reconhecem mais enquanto ser nenhum. Se doaram demais ou se tornam muito sociais.
Annoying and boring human antithetical condition...
What Now?
Quinta-feira, Setembro 29, 2011Frustração Planejada II - Sonho e Realidade
Domingo, Junho 05, 2011[Low Mood] Frustração Planejada
Sábado, Fevereiro 26, 2011
[High Mood] Symphony Metal - Longa Espera
Domingo, Setembro 19, 2010
Eu tinha ideia do que queria, busquei em galerias underground no Brasil, era mais obvio que este tipo de musica aparecesse no norte da europa. Se encontrava algo, chegava a 70% do que eu esperava. O heavy melódico ou progressivo não eram suficientes. O Gothic-Doom Metal europeu me trouxe alguma saciedade, mas não completava todos os requisitos. O gutural arrastado dual Beauty and the Beast não era suficiente. Precisava de mais energia, de mais poder, de mais ressonância, mais intensidade. Sobrevivi por muito tempo só com Angra - razão de orgulho nacional. O resto era resto. Me recusava a escutar bandas com menos de 7 timbres ou instrumentos.
Aqui aproveito pra abrir um parentese - não creio que os individuos escolhem seus gostos musicais. A música, a frequencia, a harmonia, a criação em si é que escolhe os seus ouvintes. Não creio que seja um processo racional, ou apenas de influência cultural, mas um encontro de frequencias emocionais e físicas páreas.
Neste sentido, somente hoje percebi que afortunadamente no mesmo periodo, alguns musicos compartilhavam da mesma inquietação e começaram a esboçar para por fim consolidar este branch dentro do heavy metal contemporâneo, aparecendo na escandinavia e paises baixos a partir de 95 - o hoje chamado Symphonic Metal. Para mim era inevitável que acontecesse - e acho que demorou até demais.
Me lembro da primeira vez que ouvi Draconian Times de Paradise Lost , um amigo tinha me emprestado. Foi imediato - foi uma sensação de esperança, de algo promissor. As melodias ficaram impregnadas, se repetiam sozinhas, vivendo autonomamente.Lembro que estava na faculdade 2000/01 e o Ramon me emprestou 'Oceanborn'. Embora de sonoridade meio amadora, ainda cru, o Nightwish me chamou a atenção e pela primeira vez vi musicos jovens com a mesma direção, intenção que eu tinha. Não me impressionou o fato deles terem ganhado a notoriedade que tiveram nos anos seguintes, acho que principalmente com 'Once' - não foi algo inesperado, incluindo o fato de que o timbre feminino prevaleceria sobre o masculino.

Na epoca não havia nomenclatura , eu mesma não sabia como designar o tipo do som que eu queria ouvir. Depois de 15 anos hoje acabou pegando um nome que me parecia um pouco idiota, mas acaba diferenciando do resto dos estilos. Pelo menos agora tinha uma coisa mais decente pra se apreciar pra marcar a entrada de um novo milenio. Mais recentemente no entanto é que consegui ver o que queria de fato - concertos do Within Temptation, After Forever ou Epica com orquestras e coros renomados.


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Identidade Cultural & Identidade Genética
Sábado, Julho 24, 2010"Uma vez imigrante, sempre imigrante" -- é o que acredito e confirmo.
Sendo descendente de japoneses no Brasil, mesmo de 3 geração, a alteridade se apresentou rapido pra mim e pra meus irmãos. Obviamente que para a geração dos meus pais esta experiencia foi muito mais intensa.
O diferente, o que não é como os outros. A curiosidade ou apatia cruel nos primeiros circulos sociais se mostram rapido e somos obrigados a lidar com isso desde cedo. O fato de não ter traços ocidentais - mesmo no Brasil - significa ser de longe. Então assumimos nossas raizes, e somos ensinados a ter orgulho de nossa identidade cultural.
O processo de auto afirmação no entanto ao mesmo tempo reafirma a alteridade e influi no modo em que nos projetamos na sociedade. Sempre acabava respondendo -- "sou japonesa, ou de descendencia japonesa."Quando mudei de pais, começou a ser mais dificil me explicar enquanto identidade cultural. "Sou brasileira" -- mas as pessoas estranham e tenho que explicar meu fenótipo.
Mudar de país não foi nada dificil. Me apresentar nunca foi dificil, por que sempre fui acostumada a anunciar minha identidade genética -- talvez seja melhor termo.
Estou muito curiosa para ver como vou reagir/sentir quando estiver no Japão ou agora em viagem `a China. Me pergunto se me vou sentir confortável, ou alguma identificação com o fato de olhar ao redor e ver a minha mesma raça ou fenotipo em todos os lugares. No entanto, no Japão nunca serei japonesa. Sou brasileira. Na China, serei descendente de japoneses, que nasci no Brasil, que vivo no México mas me comunico em Ingles. (!?)
Uma familia uma vez imigrante, pra sempre imigrante.
Não creio que haverá um país, em que vou sentir maior ou menor identificação -- isso significa talvez que sou cidadã do mundo e sou livre para ser no fim -- quem eu quiser ser..
Dezenas de culturas passaram por isso e novas geraçoes vao nascendo. Talvez este seja o maior fenomeno do que se chama Globalização - que não tem nada a ver com economia ou politica, mas com antropologia e processo de identificação.
O homem vai ser apenas um homem, sem genero, sem raça, sem sobrenome. Este fenomeno, me move a pensar em uma evolução que abre portas para mudanças positivas em termos humanos nos próximos séculos.
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